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18 de nov. de 2012

A dura vida de um milionário

Como fazer para obter um bom retorno quando você tem uma grana para aplicar


Desde 2007, 19 pessoas se tornam milionárias a cada dia no Brasil, segundo estudo apresentado na conferência Private Banking Latin America. Pelas contas da revista Forbes, nosso país tem hoje 137 mil milionários. São pessoas cujas riquezas chegam a 1 milhão de reais somando investimentos, propriedades, poupança e outros ativos. Até aí, todo mundo feliz. O problema começa quando alguns deles procuram um lugar para investir seu dinheirinho. Se você não é um milionário – ou quase milionário – familiarizado com o mercado financeiro, o caminho nem sempre é fácil.
Boa parte dos mortais concentra seus investimentos no banco em que tem conta corrente. É prático, mas nem sempre rentável. Alguns bancos cobram taxas de administração altas, e seus fundos não são necessariamente os melhores do mercado. Bancos de investimentos, por exemplo, oferecem retornos mais elevados.
A questão é como saber quais são os melhores fundos e opções entre a miríade de tipos de investimentos que existem. CDI, CDB, multimercados, ações, fundos de ações, renda fixa, fundo cambial, fundo imobiliário, título público, previdência… Já ficou tonto? Pois é. No Brasil, só de fundos, há 12 mil diferentes. Para obter ajuda na hora de investir, o cliente tem basicamente duas opções: recorrer ao gerente de seu banco ou a um escritório de investimentos e assessoria financeira.
E aí, mais um obstáculo: alguns escritórios costumam definir um montante mínimo para investir. Ou seja, você está feliz da vida porque conseguiu 700 mil reais para aplicar, mas nem sempre pode entrar no clube. Ou tem 1 milhão – valor mínimo em vários desses escritórios – e fica com a sensação de que será tratado como cliente xinfrim, sem muita atenção.
“As pessoas que têm entre 500 mil e 5 milhões de reais para investir costumam ser muito mal atendidas”, diz Claudio Iannone, sócio fundador da Trend Capital assessoria financeira. “Normalmente, é alguém que poderia sofisticar sua carteira de investimentos e ganhar mais, mas acaba alocado nos mesmos fundos.”
Enquanto os juros praticados no Brasil eram astronômicos e a Bolsa ia bem, isso não era assim tão problemático. Mas o cenário mudou. Hoje, investindo em um fundo mediano, com uma taxa de administração alta, você pode acabar no zero a zero. “As grandes reviravoltas que estão ocorrendo geram uma demanda maior por orientação”, diz Eduardo Haber, sócio responsável pela Advis Wealth Management, que atende clientes com 300 mil a 5 milhões de reais. “A pessoa que antes buscava um nível de retorno agora vai precisar mudar seu perfil de risco para obtê-lo ou procurar uma assessoria mais ativa, uma gestão de maior qualidade.” Por sorte, há algumas delas no mercado, e a expectativa é de que esses serviços cresçam 30% nos próximos cinco anos.
Para monitorar todas as opções que existem, são necessários sistemas, plataformas, equipe. “Dos 12 mil fundos oferecidos, 95% têm desempenho pífio. Um bom assessor financeiro vai trabalhar com 5% deles, avaliando, acompanhando o gestor. Tenho mapeados 400 gestores, conheço pessoalmente 200 e recomendo aplicar com apenas 100”, diz José Hugo Laloni, sócio da LLA investimentos.
Também é preciso levar em conta o perfil da pessoa e o seu momento de vida. Ela quer acumular capital? Vai comprar um imóvel? Planeja se aposentar? Está disposta a arriscar mais ou é conservadora? A maioria dos escritórios analisa o estilo e os objetivos do cliente antes de investir.
Uma das regras com a qual todos concordam é que é preciso diversificar. Tente não colocar mais de 40% do seu patrimônio em um único tipo de investimento. Outra? Antes de escolher, compare o que seu banco, um banco de investimentos e mais dois ou três assessores financeiros oferecem e recomendam. E, para cada aplicação, verifique a liquidez (em quanto tempo você resgata o dinheiro), a taxa de administração e de performance (alguns fundos cobram porcentagens sobre os ganhos), quanto se paga de imposto de renda na hora de resgatá-la e qual foi seu rendimento. No fim das contas, é como fazer compras num supermercado: quem não compara, paga caro.

5 de nov. de 2012

Brasileiros não gostam de dinheiro

Pesquisa aponta preferência pelo uso de cartões


Os brasileiros não gostam de dinheiro. Pelo menos, não de notas e moedas. Já houve um tempo, antes dos cartões, e na época da inflação alta, em que boa parte das transações eram feitas com cheques. Para todos os tipos de compra, o cheque era um “dinheiro” mais adequado, principalmente na modalidade “pré datado”.
Com o fim da inflação, a informatização do sistema bancário e o advento dos cartões de crédito e débito, o dinheiro papel moeda permanece em desuso. O valor médio utilizado pela classe média dos grandes centros urbanos é de 50 reais. E muitos alegam razões de segurança para esse comportamento.
O argumento explica, mas não justifica. Segundo pesquisa da empresa CPP Brasil, que presta serviços terceirizados de emissão de cartões e documentos extraviados, o brasileiro é relapso com sua segurança pessoal. Dois em cada três conterrâneos nossos apresentam alto risco de ter sua carteira ou bolsa roubados. Entre as mulheres, 52% deixa o zíper da bolsa aberto, por exemplo. O mau exemplo dos homens é no trato com a carteira: 68% deixa costuma deixar seu objeto mais valioso sobre a mesa.

15 de mai. de 2012

Eles querem o seu dinheiro!

Como dois amigos largaram o emprego para montar a maior corretora do país apostando em educação financeira – e agora se preparam para brigar com Itaú e Bradesco

Quando se conheceram, em 2001, trabalhando numa corretora de Porto Alegre, o carioca Guilherme Benchimol, então com 24 anos, e o gaúcho Marcelo Naisonnave, de 27, partilhavam da mesma certeza: não queriam mais ter chefe. Dois anos depois, os economistas pediram demissão, compraram computadores usados de uma lan house, alugaram uma sala e abriram uma empresa.

Hoje, a XP Investimentos tem 60 mil clientes. Para atendê-los, 630 funcionários se dividem entre Rio, São Paulo e Nova York (onde montaram filial no ano passado). Mais 365 escritórios espalhados por 170 cidades do Brasil funcionam como seus representantes. A empreitada, porém, nem sempre foi facinha.

“No início, de dez visitas que fazia, conseguia um único cliente com 5 mil reais para investir”, lembra Guilherme. Nada engrenava. Nessas visitas, porém, ele percebeu que as pessoas gostavam de conversar sobre investimentos, tinham curiosidade. Em 2005, praticamente quebrados, decidiram, como última cartada, colocar um anúncio no jornal oferecendo um curso. Para surpresa de ambos, cerca de 30 pessoas se inscreveram, dispostas a pagar 300 reais por instruções financeiras. “Sentamos todo mundo naquelas mesas bem chulé do salão do prédio, servimos pão de queijo e suco de uva. Custo zero. Então pensamos: estamos ricos!”, lembra Guilherme. Naquele momento, ficou claro que o verdadeiro negócio era, antes de vender ações, vender conhecimento.

A educação continua fazendo parte da empresa – que nesses nove anos cresceu um bocado. Em 2010, a XP recebeu 100 milhões de reais de um fundo inglês, Act, que comprou 20% da companhia. Com isso, capitalizou-se e, em 2011, incorporou outras três corretoras e assumiu a liderança do setor de varejo da bolsa brasileira. Deve faturar, em 2012, 500 milhões de reais. Agora, o objetivo é virar o maior shopping de investimentos do país e brigar com os grandes bancos, usando para tanto um lema tão velho quanto o capitalismo: “Não compre sem antes comparar preços”. Essa prática, hábito do brasileiro quando se trata de adquirir produtos, nem sempre acontece na hora de investir. Para se ter uma ideia, um dos maiores fundos de investimentos do país, o hiperfundo Bradesco D.I., tem cerca de 350 mil cotistas. Parece uma aplicação segura. E é. Mas poucos devem ter se dado ao trabalho de perguntar quanto custa. “O fundo cobra 4,5% de taxa de administração”, diz Guilherme. “Existem fundos que oferecem a mesma segurança e cobram 0,3% de taxa. Aplicando 70 mil reais neles, em um ano, você teria 2 800 reais a mais”, calcula.

O projeto da XP é justamente esse: oferecer uma plataforma com mais de 500 fundos na qual é possível comparar rentabilidade e custo, tudo com a ajuda de um consultor. Os clientes podem fazer isso num portal na internet, onde é possível comprar e vender com assessoria on line, ou diretamente com um consultor. Tal como faz um corretor de seguros, que oferece vários produtos, a XP negocia fundos e investimentos de diferentes bancos e instituições financeiras, dos quais recebe comissão pela venda. O cliente não paga pela assessoria. O modelo inspira-se na corretora Charles Schawb, a maior dos EUA. “A estratégia de criar um shopping faz sentido. O Brasil tem carência de assessoria em investimentos, e um agente financeiro tende a ser sempre mais imparcial que um banco. Há papéis que nem estão disponíveis para bancos. Uma corretora pode ter um portifólio mais amplo. Mas essa é uma cultura que o brasileiro não possui”, avalia o professor de finanças do Ibemec Alexandre Galvão.

Para cidadãos que viveram oscilações econômicas, hiperinflação e até o confisco da poupança em um passado não tão distante, esse novo modelo pode gerar desconfiança. “Um banco tem mais credibilidade que a gente, claro. Mas cobra muito por isso. Quando o Itaú diz que é feito para você, não é verdadeiro. Alguém que empresta dinheiro cobrando 6% de juros não está pensando em você. Nós damos às pessoas educação financeira e mostramos o que é vantajoso para elas”, acredita Guilherme. Sua aposta é que a mentalidade mudará. “Um banco é útil para mandar doc, receber salário, obter cheques. Investir é diferente. Se aplicando melhor seu dinheiro você conseguir se aposentar cinco anos antes ou puder fazer uma viagem a mais por ano, não pensaria nisso?”, pergunta.


9 de abr. de 2012

Dono de Ferrari tem prejuízo de R$ 90 mil ao desviar de ouriço e bater carro

O dono de uma Ferrari teve prejuízo de quase R$ 90 mil após bater o esportivo de luxo em uma barreira de proteção perto de Eschershausen, na Alemanha. O empresário Jörg Dächer, de 53 anos, bateu o veículo ao desviar de um ouriço que estava na estrada. O motorista e o animal escaparam sem ferimentos, segundo o jornal suíço "Blick".

Jörg Dächer bateu sua Ferrari ao desviar de ouriço. (Foto: Reprodução)Jörg Dächer bateu sua Ferrari ao desviar de ouriço. (Foto: Reprodução)

10 de jan. de 2012

Saudita tenta vender filho no Facebook por 20 milhões de dólares


Um saudita está tentando vender um filho por 20 milhões de dólares no Facebook "a fim de evitar viver na pobreza" depois que o seu negócio ilegal foi fechado pelas autoridades.

Saud bin Nasser al-Shahry argumenta que vender o filho é a única alternativa para continuar sustentando a esposa e uma filha.

O vendedor disse estar disposto a ir a algum tribunal para oficializar o negócio. Ele só exige que o comprador informe em que cidade mora, noticiou o "Daily Mail".

O saudita vivia de cobrança de dívidas.

De acordo com o grupo de direitos humanos National Society for Human Rights, cerca de metade das crianças sauditas sofre violência doméstica.

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