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10 de dez. de 2011

A verdade sobre o Victoza, a nova (e controvertida) droga para emagrecer

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(Foto: Fabio Heizenreder)

O que você faz quando quer se livrar dos quilinhos extras? Para grande parte dos brasileiros (120 milhões de pessoas acima do peso, de acordo com pesquisa de 2010 realizada pelo Vigitel, sistema de pesquisa do Ministério da Saúde), a resposta é: tomar remédios para emagrecer. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenta controlar o consumo desenfreado. Em 2009, foram vendidas cerca de dez toneladas dessas substâncias, segundo dados do próprio órgão, que recentemente proibiu a venda de três medicamentos derivados da anfetamina e criou uma nova regulamentação, mais rígida, para o uso da sibutramina. Agora, porém, os holofotes estão sobre o Victoza, remédio injetável empregado no tratamento de diabetes do tipo 2, cujo princípio ativo, a liraglutida, ajuda a regular a produção dos hormônios insulina e glucagon. O medicamento ganhou destaque depois que, nos estudos com diabéticos, observou-se que os pacientes que usavam a droga para compensar a falta de insulina também perdiam peso e sofriam poucos efeitos colaterais. Desde o ano passado, inventou-se, então, outro uso para o Victoza. Apesar de o remédio ainda estar em fase de testes e não ser aprovado pela Anvisa (e por nenhum outro órgão regulador mundial) como emagrecedor, ele sumiu das prateleiras das farmácias do país. Nem o preço (em média, 370 reais) nem o fato de ser uma droga injetável assustaram os compradores. A seguir, alguns dos principais especialistas do país explicam os prós e contras da novidade.

1. Qual é a promessa do Victoza?

O laboratório Novo Nordisk, fabricante do Victoza, afirma, por meio de nota à imprensa, que o remédio “é usado para tratar diabetes mellitus do tipo 2 quando dieta e exercícios sozinhos não são suficientes para o controle da glicemia”. Não se fala sobre perda de peso, mas endocrinologistas de renome, como Alfredo Halpern, chefe do serviço de endocrinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, garantem esse efeito. “Cerca de 85% dos meus pacientes respondem bem ao medicamento. Desses, um terço perde até 5 quilos em um intervalo de dois a seis meses e o restante elimina entre cinco e 15 quilos no mesmo período”, diz Halpern. Depois do primeiro semestre, o peso tende a estacionar porque o organismo atinge seu limite – nesse ponto, as calorias consumidas se igualam às gastas. “Não existe milagre. Assim como nos medicamentos emagrecedores, para continuar perdendo peso a partir do sexto mês é preciso praticar exercícios e seguir uma dieta equilibrada”, afirma a endocrinologista Rosana Radominski, de Curitiba, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Halpern acredita que o Victoza ajuda no tratamento de obesidade, mas não deve ser cogitado para quem precisa ou quer perder pouco peso (até 4 quilos). Nesse caso, dieta e atividade física ainda são a solução mais saudável.

2. Como ele age no organismo?

O princípio ativo, a liraglutida, imita o hormônio GLP-1, produzido no intestino, responsável pela sensação de saciedade e pela regulação metabólica – sabe-se que diabéticos e obesos produzem pouco GLP-1. A liraglutida circula no organismo por mais tempo e em quantidade maior. “Quando passamos muito tempo sem comer, o pâncreas produz o hormônio glucagon para evitar a hipoglicemia. Quando comemos, libera a insulina para controlar o nível de glicose do sangue”, explica Elcio Gomes, endocrinologista, de Santos (SP). Nos diabéticos, o Victoza regula a ação dessas substâncias. Nos obesos sem diabetes, um estudo liderado por Arne Astrup, chefe do Departamento de Nutrição Humana da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e publicado em 2009 no periódico The Lancet, constatou que a substância aumenta a saciedade, ajudando o ponteiro da balança a despencar. Segundo os especialistas, o efeito emagrecedor deve-se a dois fatores: a impressão de estar satisfeito com pouca comida e os enjoos e diarreias, efeitos colaterais marcantes, sobretudo nos primeiros 15 dias, que auxiliam a diminuir a quantidade de comida ingerida, potencializando, assim, a perda de peso. A ação dura apenas enquanto o remédio é injetado, ou seja, se o paciente não passar por uma reeducação alimentar, tende a comer como antes de tomar o Victoza, readquirindo os quilos perdidos. “Mas ainda não há pesquisas que comprovem se existe, de fato, efeito rebote após a suspensão da medicação”, afirma Rosana Radominski.


3. A liraglutida leva vantagem sobre a sibutramina e outros remédios emagrecedores?

O efeito é o mesmo: prolongar a sensação de saciedade e reduzir a fome, mas cada substância age numa região do organismo. “A sibutramina atua no sistema nervoso central. O Victoza, por sua vez, tem ação no processo digestivo, reduzindo a velocidade com que o estômago se esvazia e estimulando a produção de hormônios intestinais que aumentam a saciedade”, explica Rosana. A sibutramina, assim como outros anorexígenos, pode provocar irritabilidade, insônia e elevação da pressão arterial – o que complica o uso para quem sofre com doenças cardiovasculares. De acordo com o endocrinologista Elcio Gomes, como a liraglutida é muito semelhante a uma substância produzida naturalmente pelo organismo, o risco de haver efeitos colaterais a médio ou longo prazo é menor. O ativo também não interfere na produção de insulina e glucagon em pessoas que não apresentam deficiência na síntese desses hormônios. Isso evitaria a sobrecarga do pâncreas, ainda que, segundo Rosana, dois em cada mil pacientes possam desenvolver pancreatite aguda, que é a inflamação do órgão, como alerta a bula do Victoza. O preço também é um elemento crucial na hora da escolha do remédio. O Victoza sai em desvantagem: uma caixa dura de dez a 30 dias (dependendo da dose utilizada) e custa em média 370 reais. Já uma embalagem com 30 cápsulas de sibutramina, para 30 dias, pode ser encontrada por valores a partir de 25 reais.

4. Como deve ser feita a aplicação?

O Victoza é vendido nas farmácias, sob prescrição médica, em canetas de injeção semelhantes às de insulina. O remédio deve ser aplicado uma vez ao dia, preferencialmente no abdome, podendo ainda ser injetado nas coxas ou na parte de trás do braço. No tratamento de diabetes, a dose varia de 0,6 miligrama até 1,8 miligrama. Nos estudos com liraglutida em obesos não diabéticos, ainda em andamento, estão sendo testadas doses de 3 miligramas – pesquisas demonstraram que os efeitos emagrecedores são dose dependente, ou seja, quanto maior a dose, maior o efeito na redução de peso. Para quem tem medo de agulhas, a notícia é ruim: “A substância é degradada pelo estômago se for ingerida por via oral. Então, não há perspectiva para o lançamento de pílulas”, diz Elcio.

5. Que pesquisas ainda precisam ser realizadas para que o Victoza seja usado com segurança para emagrecer?

“Os estudos para comprovar o efeito do remédio na redução de peso ainda estão em fase inicial e devem demorar mais de um ano para serem concluídos”, afirma a endocrinologista Rosana Radominski. Os voluntários são divididos em dois grupos: um recebe o medicamento e o outro placebo. São monitorados durante a pesquisa perda de peso, estado de saúde e efeitos colaterais. A partir daí, avaliam-se a eficácia e a segurança do remédio. Se os benefícios forem maiores que os riscos, a droga é submetida à aprovação dos órgãos de saúde para a nova finalidade.

Foto modelo Luciana Lima, Marilyn, Fabio Heizenreder; fita métrica, Dercilio; Victoza, divulgação

8 de dez. de 2011

Amor sem escalas

Quando fui convidado pelo site Amolatina.com para acompanhar um tour romântico que juntaria usuários americanos e latinas solteiras em Medellín, na Colômbia, eu esperava de tudo – ou quase tudo. Mas aquilo não. Aquilo era demais. A cena: cercados por balões e vários homens e mulheres de meia-idade, três casais dançam ao som de rumba no meio de um salão de festas. Elas, colombianas jovens e elétricas, desesperadas por agradar. Eles, os gringos – um advogado texano de 2 metros de altura, um canadense de 63 anos e movimentos artríticos e um sujeito de Miami na casa dos 40, que sorri e manobra sua cadeira de rodas ao ritmo da companheira. Sob as ordens do animador, cada uma das moças recebe um balão. Vence quem estourá-lo primeiro contra o corpo do parceiro em um abraço vigoroso. O público vai à loucura. É o momento em que a acompanhante do homem na cadeira de rodas decide apertar o balão entre suas próprias costas e a nuca de seu companheiro, que agora gargalha e engasga porque ela, na gana pela vitória, empurra o único terço funcional de seu corpo para fora da cadeira. Ele resiste, suas mãos firmes nas rodas, e, quando tudo está prestes a ruir, inclusive a dignidade humana, ouvese um estouro vindo de outro casal. A tarde foi salva.

Estamos no domingo, o terceiro dia do evento batizado de Romance Tour, e 24 homens com média de idade de 45 anos estão desde sexta-feira espalhados pela área social do Hotel Casa Victoria, tentando entreter ou ser entretidos por mais de 80 mulheres colombianas. Cada um deles pagou 1 687 dólares mais a passagem aérea pela chance de “conhecer garotas ilimitadamente” no saguão do hotel durante quatro dias. Elas, por outro lado, encararam 8 horas de ônibus entre Bogotá e Medellín para concorrer à sorte grande de agarrar um gringo. A maioria dessas mulheres caminha pela meia-idade com muitos quilos a mais, alguns filhos e nenhum diploma universitário.

TRÊS SOLTEIRÕES E UM REPÓRTER
Sexta-feira, 4 de junho, 20 horas. Mal chego ao hotel e já me junto a três integrantes da tour. Eles são criaturas arquetípicas do grupo. Com seu brinco na orelha esquerda e um fraco por camisas floridas, Tony é uma mistura de William H. Macy com Steve Buscemi. Foi contratado pela agência porque mora em Medellín. Bill, o canadense da gincana, mora em Toronto e trabalha com seguros. Foi casado por 20 anos, e seu divórcio supostamente sairia dali a quatro meses. Charles é um negro de 2 metros nascido no Caribe e morador do Brooklin desde a adolescência. Dá aulas particulares de matemática. Nós quatro seguimos para uma lanchonete chamada Hooters. Lá, a conversa gira em torno do que esperar e como agir na viagem. Tony leva 20 minutos para dissuadir o canadense da ideia de se casar imediatamente com uma local e levá-la para casa. Eu já podia antever o verdadeiro drama do evento: gringos de meia-idade prestes a embarcar voluntariamente em uma série de encontros embaraçosos com latinas que nem falam inglês.

O site Amolatina.com funciona como mediador entre usuários americanos e agências colombianas que reúnem as meninas em grandes bancos de dados. As mulheres não ganham nada com o sistema, não podem ver fotos dos homens pelo site e apenas lutam pela possibilidade de fisgar um “gringo”. Os usuários masculinos é que pagam por cada interação com as meninas. Um e-mail sai por 7 dólares. Parte dessa verba é repassada às agências locais. É um sistema que abre espaço para fraudes. Algumas agências locais mantêm um banco de mulheres falso, e sabe-se lá quem fica encarregado de responder às mensagens. Segundo Larry Cervantes, manager-editor da Anastasia International, empresa à qual a Amolatina pertence, o site tenta tirar constantemente esses parasitas do sistema. Alguns usuários já haviam percebido o embuste e nem gastavam mais dinheiro com mensagens. Por isso, preferiam investir nas viagens. É bem mais econômico. Isso fica claro quando Tony “Macy” pergunta ao canadense quanto havia gasto com mensagens e que benefícios elas trouxeram. Envergonhado, o canadense confessa ter recebido “alguma felicidade” ao torrar 3 000 dólares no ano passado.

Na manhã de sábado, pouco antes do social, Larry reúne os homens em uma palestra sobre como se comportar. “Não beba a água!” “Se uma mulher te convidar para ir até a casa dela para conhecer a família, não vá!” “Se o taxista não ligar o taxímetro, não entre!” “Se você achar que a primeira garota que conheceu é a mulher da sua vida, não conte com isso!” Depois de apavorar a todos, Larry escreve na lousa as palavras gracias e por favor e sugere que todos usem as expressões abundantemente, o que eles fazem nas situações mais inadequadas. “Eu sou o Bill, obrigado” era o que diriam ao se apresentar.

O BAILE
O mais difícil é me acostumar com a ideia de que estou com os gringos e. portanto, sou um deles. E, pior, um gringo jovem, magro e, segundo mamãe, atraente. As colombianas devem me olhar e pensar que tenho algum defeito grave na genitália para estar andando com esses caras. Esse fato me ataca especialmente nas horas precedentes ao primeiro social, quando Nina, a organizadora russa, bonita e sádica, me adorna o pulso com uma pulseira fluorescente que diz “AMOLATINA 2010”.

Finalmente as mulheres chegam. As médias de idade e de tecido adiposo no lobby aumentam consideravelmente. Em sua maior parte são corpulentas e estão intensamente maquiadas para disfarçar as marcas de seus 40, 50 anos. Poucas têm dentições admiráveis. E, depois da longa viagem, elas estão amassadas, cansadas e ansiosas. Admito, porém, que há algumas joias no meio daquela eau de toilette e sabão de coco. Elas serão as primeiras a ir embora.

Charles me interpela. Pergunta se eu tenho alguma dica para pegar colombianas. Meu cérebro repete “Dinheiro, dinheiro, dinheiro”, mas consigo sugerir que ele dance. Ele adora a ideia. Estremeço. Eu serei a causa de sua ruína. Ali está aquele homem enorme que, na noite anterior, em 1 hora, bebeu duas margaritas, um tequila sunrise e, ato contínuo, devorou sozinho uma porção de onion rings. Se ele dançar, coisas ruins sucederão. Eu não poderia estar mais enganado. Na pista vazia, o Professor provoca um fascínio que só acidentes automobilísticos e ônibus espaciais são capazes de despertar. Em seus braços, as latinas demonstram sentir, aninhadas naquela compleição de ursos, um conforto que jamais encontrariam no rebolado travado dos outros. Elas se entregam ao calor caribenho do Professor com os olhos fechados, em êxtase. Mas ele é exceção.

Passa 1 hora, e o cenário permanece o mesmo: muitos dos homens encolhem-se contra as paredes como meninos de 5a série no baile escolar. As mulheres começam a bufar de impaciência. Tony “Macy” parece um capitão de navio em chamas. Ele corre até mim, agarra meu ombro e grita: “Você precisa nos ajudar! Estamos com poucos homens, e as mulheres estão ficando irritadas! Precisamos da sua ajuda! Vamos lá, fale com elas, tire-as para dançar, faça alguma coisa!” Então eu as entrevisto.

Contadas pelas mulheres, suas motivações são as mais puras. Querem conhecer homens diferentes, carinhosos e carentes para fugir de homens colombianos que batem, xingam e traem. Dinheiro? Elas juram que nem pensam nisso.

CERIMÔNIA DO ADEUS
A noite cai, e o encontro segue em marcha lenta. Um terço das mulheres desaparece para nunca mais voltar. Alguns dos gringos saem em encontros solo, mas não demoram a retornar sozinhos ao lobby. Eles se preparam para sair em grupo. Seguindo recomendações de porteiros, recepcionistas, taxistas e outros funcionários interessados no bem-estar do turista americano, tocamos para um lugar chamado Mango’s. Um bar enorme e atulhado de objetos de temática country: cabeças de búfalo, pistolas, cartazes de procurados, selas de cavalos, cavalos inteiros empalhados etc. Enquanto os americanos criam raízes nas mesinhas de madeira, uma repórter de TV de Miami, peruana crescida na China, dança para aliviar as tensões de um dia de trabalho cobrindo o evento. Seria a única a se mexer no salão deserto não fossem as dançarinas e os dançarinos que rebolavam de collants sobre o balcão. Foi ali, entre drinks e o compasso da música latina, que tive minha epifania: tudo precisava se tornar um circo para agradar aos americanos.

Na tarde de domingo, confirmei a tese. “É deprimente. É como um show”, desabafa Kevin, um discreto (e agora frustrado) australiano. Ele está desolado. De todos os homens do grupo, apenas dois tinham se dado bem. Um deles era o cara que todos chamavam de “El Gordo” pelas costas, que já havia combinado tudo previamente com uma colombiana com a metade de seu tamanho e logo no primeiro dia hospedou-a no quarto dele. Passavam as manhãs como um casal de muitos anos, comendo omeletes em silêncio com os olhos no vazio. O outro era um jovem negro, alto, atraente e com carreira sólida em um serviço social de auxílio a criancinhas do governo federal americano. Ele também entrara no tour apenas para consolidar uma relação duradoura com uma modelo incrível. Não estava mais entre nós. Ao fim do primeiro social, ele preparara uma mala e partira para a casa dela. Não voltou a tempo de receber meus cumprimentos.


MISS CORAÇÕES SOLITÁRIOS
O Amolatina.com é um dos sites controlados pela empresa russa Anastasia International, que nasceu em 1993 de uma parceria entre uma russa e um americano que se conheceram e se casaram por meio de um serviço semelhante ao que oferecem hoje. Entre os sites de relacionamento “étnico” da empresa, o ponta de lança, AnastasiaDate.com, oferece tours e assessoria para obtenção de vistos e para aluguel de apartamentos em cidades russas. Há dois sites mais recentes que oferecem o sistema de comunicação (cobrado por mensagem enviada), mas não organizam os tours românticos ainda. Seus nomes são autoexplicativos: africabeauties.com e asianbeauties.com. Mas não pense que a Anastasia está sozinha no mercado: ela é apenas umas das centenas de empresas que realizam arranjos românticos internacionais. A diferença é que os sites do Anastásia estão entre os mais bem cotados segundo o internationallovescouts.com, que ranqueia serviços online de relacionamento.

Mãos à obra!

O que melhora a vida sexual? Divertir-se mais juntos a noite e sexo quando menos se espera são os recursos mais afinados entre 2.456 homens e mulheres consultados por MH*

*pesquisa nos sites MH e NOVA realizada em junho

Homens e mulheres revelam como driblam períodos mornos e como transformam o sexo satisfatório em algo realmente incrível. “O Casal deve tomar cuidado para não deitar em berço esplêndido e ali permanecer. É preciso estar ‘sempre em crise’. Ou seja, tem que manter aquele frio na barriga para conquistar o outro, dia após dia”, diz o sexólogo Amaury Mendes Júnior, do Rio de Janeiro. Inspire-se!


ATENÇÃO, INTIMIDADE E CUMPLICIDADE REFORÇAM OS SENTIMENTOS DO CASAL

CABEÇA E CORAÇÃO ABERTOS

Namorados há quase três anos, Roberto Saraiva Ferreira, 26 anos, e Ainá Brandão Vietro, 31, ficam atentos para que a vida sexual seja mais do que simplesmente boa. “Somos muito carinhosos um com o outro no dia a dia. E nosso segredo é não ter medo de saber o que o outro quer. Estamos abertos a descobertas e a novas situações. Por exemplo: se um dos dois sente atração por outra pessoa, não temos medo de expor. Isso até apimenta a relação.

Não vemos isso como traição e sim como uma forma de deixar a relação ainda mais forte. Quando um diz para o outro que está a fim de uma terceira pessoa, passamos a dar ainda mais atenção à nossa relação. Não vou dizer que é tudo lindo, porque rola insegurança, claro. Mas é preciso trabalhar questões como o ciúme e a posse”, revela Ainá.

“A atenção mútua, a intimidade e a cumplicidade reforçam os sentimentos do par e são fundamentais para que o sexo seja ainda mais gostoso”, afirma o sexólogo Celso Marzano, de São Paulo. Outro recurso que Ainá e Roberto usam para não deixar que o sexo se transforme em algo banal é não se obrigarem a ter orgasmo no fim da relação. “Para nós, isso aumenta muito a libido no dia a dia.

Uma simples transa vira algo muito mais intenso”, garante Roberto. Para driblar outras situações que podem comprometer a vida sexual – como falta de privacidade (ela divide o apartamento com amigas) e de tempo –, os dois costumam marcar encontros românticos com frequência. “Senão, a rotina nos engole. Só que é preciso esforço consciente dos dois lados”, diz Roberto.

DETALHES ROMÂNTICOS

São as pequenas atitudes que fazem a diferença no relacionamento de Anderson Zacarias, 32 anos, e Cíntia Esteves, 35. “É uma delícia receber um SMS carinhoso dizendo que ele está com saudade ou até um mais picante para aguçar a vontade de estar junto. Isso faz manter a relação sempre quente”, revela Cíntia. Anderson acredita e aposta no romantismo para manter o fogo da paixão desde o início do namoro, há seis meses. “Ele seguiu a tradição e me pediu em namoro. Eu adorei isso!”, revela Cíntia, que também curte quando o parceiro chega de surpresa, a abraça e sussurra palavras doces no seu ouvido. Os dois consideram a vida sexual mais do que satisfatória, porque ela é repleta de cumplicidade e carinho. E garantem que não é necessário muito esforço para isso. “Às vezes uma lingerie diferente, uma conversa mais apimentada ou um carinho novo já criam todo um clima. Adorei o dia em que ela apareceu com uma camisola branca sexy, foi tudo de bom”, diz Anderson. Mesmo se encontrando com frequência, eles não temem que a rotina interfira no sexo. “Cama não é lugar para discutirmos a relação ou nossos problemas diários. Quando estamos juntos é para ficarmos bem – e que tudo mais fique da porta do quarto para fora”, fala Cíntia. Naqueles dias em que um dos dois não está disposto, o que vale é o velho e bom papo antes de irem deitar.

“Jogamos aberto para evitar que nossa vida sexual seja afetada”, completa ele. Aliás, a estratégia usada pelo casal é boa, segundo o sexólogo Amaury Mendes Júnior. “As discussões são válidas. É importante perceber que existem diferenças entre vocês, mas procurem não ir dormir zangados um com o outro. Mesmo em uma conversa mais séria, coloque carinho no que você fala, peça desculpas se for preciso, valorize a parceira. O relacionamento e o sexo saem ganhando”, aconselha.

AQUEÇA O DIA A DIA COM BEIJOS, CARINHO E AMASSOS

RÉDEAS SOLTAS

Ezequiel Rodrigues, 40 anos, diz que em sete anos de relacionamento é impossível não ter períodos de sexo apenas “ok” e alguns até mesmo “mornos” – como na gravidez e na pós-gravidez. Mas o negócio é perceber essas fases e, junto com a mulher, reverter o quadro. “Nesses momentos, procuramos reativar o desejo programando uma viagem ou mesmo um jantar a dois, além de aquecer o dia a dia com mais beijos e carinhos. Funciona também dar uns bons ‘amassos’ sem chegar aos finalmentes, deixando o tesão à flor da pele”, diz. O importante, para ele, é que ambos tenham atitude na cama e encarem o sexo sem frescuras ou limitações. Sua parceira, Claudia Ruiz, 39, também entende que para escapar do sexo rotineiro é preciso buscar constantemente a satisfação do outro. “Eu me excito ao vê-lo excitado. Então, capricho na sedução. Mas tem que haver reciprocidade nesse desejo, caso contrário não há realização entre o casal e sim só de uma das partes.” Por isso, os dois precisam estar atentos aos sinais da conquista. “Surgiu um casamento para irmos e comprei um vestido bem sexy. Mas reparei que a costura da calcinha marcava a silhueta e resolvi usá-lo sem a peça íntima.

Nós já estávamos de saída quando lancei um olhar cheio de desejo e disse: ‘Estou sem calcinha!’ Ele entendeu o recado e nem perguntou o porquê. Passou a festa inteira me secando com os olhos, a ponto de uma amiga reparar e vir comentar comigo. Bem, a chegada em casa foi puro desejo e transamos de forma espetacular”, conta. Para espantar todo e qualquer tédio que possa existir na relação, Ezequiel também sugere que o sexo de vez em quando seja feito além da cama do casal. Ele, por exemplo, curte a adrenalina da excitação (e até de uma transa, por que não?) em lugares públicos ou no carro – tomando, obviamente, certos cuidados. Claudia gosta de uma boa suíte de motel, mas aposta mais em explorar as possibilidades do relacionamento sem pudores, descobrindo novas posições e formas de se chegar ao orgasmo – e isso, para ela, pode acontecer até mesmo durante o sexo “básico”. “O que vale para mim é o homem ter pegada e aquele olhar que penetre mais que o próprio pênis”, diz.

DEIXE-SE PROVOCA E SOLTE SUAS FANTASIAS E DESEJOS

A VOZ DA EXPERIÊNCIA

Do alto de seus 15 anos de casada, Rosana Faria de Freitas diz que sexo “normalzinho” é bobagem. “A ideia parece banal, mas faz todo sentido: se você é gourmet, se adora comer, não vai querer arroz com feijão todo dia. Então, se gosta de sexo, deve viajar no assunto, ‘perder’ vários minutos por dia confabulando sobre a questão. No meu cotidiano esse é um assunto muito presente – e alimentado.”

Nem com a chegada dos filhos o tema foi colocado de lado. “Desde que nos casamos, nunca deixamos que as crianças atrapalhassem nossa vida sexual. Sempre preservamos a intimidade”, reforça o marido, Carlos. Um programa sempre bem-vindo para o casal é a ida a um motel – o convite pode partir tanto dele quanto dela. “Quando marcamos, fico a semana inteira na expectativa”, diz Rosana. Mesmo com o passar dos anos os dois não deixam de investir em surpresas. “Levo CDs com músicas de que gosto – para escutar, dançar, fazer showzinho –, roupas sensuais, comidinhas e bebidinhas para curtirmos na cama. Adoro provocar meu marido com lingeries e peças de fetiche”, revela.

Para o sexólogo Amaury Mendes Júnior, o problema é que a ousadia feminina ainda hoje pode assustar alguns homens. “Por incrível que pareça, o assunto continua repleto de tabus. Muitas vezes o homem fica encanado com relação à atitude sexual da mulher, perguntando-se com quem ela aprendeu aquilo.” Mas, se você quer movimento e calor em sua cama, tire essas bobagens da cabeça. O que interessa é que sua companheira, mesmo depois de anos juntos, ainda morra de tesão por você e está empenhada em incrementar o sexo. Deixe-se provocar e provoque também, soltando suas fantasias e desejos. “Não tenha preconceito, confie e aceite as loucuras um do outro”, sugere Rosana.

Candice Swanepoel, sempre ela!

A modelo Candice Swanepoel sempre é motivo de post por aqui. Primeiro, porque é uma das mulheres mais lindas do mundo. Depois, porque faz os melhores ensaios da Victoria’s Secret. Depois de agradar a todos no desfile da nova coleção, ela mostrou toda sua perícia fotográfica posando de lingerie e biquíni.


Você não gosta deles, mas sua filha gosta

A melhor escola a administrar seu talento é o barzinho. Nós temos mais de 15 anos de bar. Acho fundamental para qualquer artista. Tem dias em que você canta para uma ou duas pessoas. Eventualmente, um casal a noite inteira. Você evita fazer intervalo para que aquelas poucas pessoas não vão embora. Aí, no final da noite, 4h da manhã, você com a voz estourada, chega um bebum e pede mais uma. (Leo)

Na fase mais puxada de shows, chegamos a fazer 200 por ano. Hoje em São Paulo, amanhã em Manaus, depois no Sul, Nordeste, Minas… É muito complicado. Hoje temos acompanhamento médico. Um show consome o equivalente a uma partida profissional de vôlei. Dá para perder mais de 2 mil calorias numa noite. (Leo)

Quando as mulheres começaram a me assediar demais, perdi o prazer de descobrir alguém aos poucos. (Victor)

Eu me considero fera no tênis, mas dentro de um grupo de homens que não vivem disso. É uma forma humilde de dizer que sou fodido. (Leo)

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